O Sambafoot apresenta uma retrospectiva de cada edição da Copa do Mundo como aquecimento para a competição de 2022. Esta semana abordamos a sexta edição, realizada em 1958.

A Suécia foi a anfitriã da sexta Copa do Mundo da FIFA, superando seus concorrentes Argentina, Chile e México, que também aspiravam sediar o principal torneio de futebol do globo.

Participaram do torneio 16 seleções, que se enfrentaram de 8 a 29 de junho de 1958. O Brasil, que até então nunca havia conquistado o torneio, superou os anfitriões com um sucesso notável.

Como foi a Copa do Mundo de 1958?

A União Soviética e a Alemanha, os dois campeões vigentes na época, eram tidos como favoritos ao triunfo. Devido à Revolução Húngara de 1956, que culminou em seu êxodo, a Hungria, que teve uma campanha brilhante em 1958, perdeu vários de seus jogadores principais e entrou na disputa com um elenco bastante enfraquecido.

Com um time de estrelas formado por Gilmar, Djalma Santos, Orlando Peçanha, Bellini, Nilton Santos, Zito, Didi, Garrincha, Zagallo, Vavá e Pelé. O Brasil, ainda subestimado pelos europeus, partiu em busca do título. Vicente Feola, o técnico, estava à frente da supervisão.

A seleção brasileira, com Didi e Garrincha, ambos do Botafogo, e o “garoto” Pelé, do Santos, com apenas 17 anos, venceu todas as partidas para sagrar-se campeã do mundo pela primeira vez.

Campanha do Brasil

No Grupo Quatro da Copa do Mundo, que também incluía União Soviética, Inglaterra e Áustria, estava o Brasil. A equipe Canarinho enfrentou País de Gales, França e os anfitriões suecos na fase de mata-mata da competição. Veja como foi nossa jornada para conquistar a coroa.

  • Brasil 3×0 Áustria (fase de grupos);
  • Brasil 0x0 Inglaterra (fase de grupos);
  • Brasil 2×0 União Soviética (fase de grupos);
  • Brasil 1×0 País de Gales (quartas de final);
  • Brasil 5×2 França (semifinais);
  • Brasil 5×2 Suécia (final).

A Grande Final

O Brasil, que começou atrás no placar apesar da contagem final elástica, lutou para fazer as escolhas certas. A partida ocorreu no Estádio Rasunda, na capital sueca, na área metropolitana de Solna, em Estocolmo. Mais de 49.000 espectadores suecos estavam no estádio.

Aos quatro minutos, Liedholm colocou a equipe da casa em vantagem. No entanto, o Brasil protagonizou um espetáculo marcando quatro gols entre o nono e o 23º minutos do segundo tempo, com gols de Vavá (duas vezes), Pelé e Zagallo.

Aos 35 minutos do segundo tempo, Simonsson marcou pelos suecos e, dez minutos depois, Pelé anotou um gol icônico e ainda lembrado pelos fãs de futebol: ele encobriu o defensor e fez o “gol que selou o título”.

Classificação Final, Prêmios e Curiosidades

Na conclusão, a Suécia ficou com o segundo lugar e o Brasil ascendeu ao topo. Nessa ordem, França e Alemanha completaram o quarteto de melhores do torneio. Nas quartas de final, foram eliminados País de Gales, União Soviética, Irlanda do Norte e Jugoslávia.

As seguintes nações não avançaram além da fase de grupos: Tchecoslováquia, Hungria, Inglaterra, Paraguai, Argentina, Escócia, Áustria e México.

Prêmios Individuais

Confira os prêmios individuais que a FIFA concedeu aos melhores jogadores da Copa do Mundo de 1958.

  • Chuteira de Ouro: Just Fontaine, da França (artilheiro com 13 gols);
  • Bola de Ouro: Didi (melhor jogador);
  • Luva de Ouro: Harry Gregg, da Irlanda do Norte (melhor goleiro);
  • Melhor Jogador Jovem: Pelé (17 anos).

Curiosidades

Aqui estão alguns dos aspectos mais fascinantes da sexta Copa do Mundo.

  • A Copa do Mundo de 1958 foi a única até hoje que contou com a presença de todos os países do Reino Unido (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte);
  • O jogador escocês Robert Collins marcou o gol de número 500 da Copa do Mundo na partida contra o Paraguai, na fase de grupos da competição (3-2 para a Escócia);
  • A partida Brasil 0 x 0 Inglaterra na fase de grupos foi a primeira a terminar sem gols na história da Copa do Mundo;
  • Pelé é o jogador mais jovem a marcar um gol e conquistar uma Copa do Mundo até hoje (17 anos e 239 dias).
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Jornalista, especialista em conteúdo para web, revisora e editora. Paola Patrício, jornalista, especialista em conteúdo para web há mais de 10 anos. Analisou e escreveu sobre diversos temas, até se apaixonar pelo esporte e outros temas. Seu foco é levar informações valiosas para os leitores com conteúdo de qualidade.