A Copa do Mundo de 2026 entrou numa nova dimensão. Com os 16 avos de final concluídos, dezesseis seleções seguem vivas e o mapa de favoritos foi bastante reorganizado — especialmente depois das eliminações de Alemanha e Holanda, dois países que chegaram ao torneio com expectativas altas e saíram mais cedo do que o esperado.
O que está diante do futebol mundial agora é uma fase de oitavas rica em contrastes: histórias de seleções surpreendentes ainda em campo ao lado de potências que precisam justificar seu lugar entre as melhores do planeta.
O lado do chaveamento onde está o Brasil
A seleção brasileira segue no torneio após a virada sobre o Japão nos 16 avos e agora enfrenta a Noruega nas oitavas, no dia 5 de julho. Se o Brasil vencer e continuar avançando, o chaveamento aponta um possível confronto contra Inglaterra ou México nas quartas de final.
O caminho brasileiro pode se cruzar com a Argentina na semifinal, em Atlanta, se ambas as seleções avançarem nas fases anteriores. A Argentina, que liderou seu grupo, segue como a seleção sul-americana com o caminho aparentemente mais acessível até essa etapa, enfrentando adversários de menor tradição nas primeiras fases do mata-mata.
O lado europeu da chave
Do outro lado do chaveamento, a França aparece como a força mais consolidada. O caminho da seleção francesa até as semifinais é considerado relativamente mais tranquilo, ao menos no papel. O confronto nas oitavas é contra o Paraguai — adversário que impressionou ao eliminar a Alemanha, mas que chega numa condição de menor favoritismo diante dos franceses.
Espanha, Portugal e Inglaterra — todas ainda no torneio, com jogos nas oitavas pela frente — completam o grupo europeu com mais chances de chegar longe. O confronto entre Espanha e Portugal, que pode se materializar nas quartas, seria um dos mais aguardados entre os torcedores do futebol europeu.
O que a eliminação dos grandes ensina
A queda de Alemanha e Holanda nos pênaltis, somada à saída do Uruguai ainda na fase de grupos, deixou um recado claro: o novo formato do torneio, com mais partidas e menos margem para erros desde os 16 avos, pune qualquer seleção que não apresente consistência ao longo do tempo. A Holanda era apontada por modelos preditivos como possível campeã do torneio antes de sua eliminação.
Essa imprevisibilidade, combinada com o surgimento de equipes como Marrocos e Paraguai nas oitavas, torna o cenário mais aberto do que o esperado antes do torneio.
Os cenários possíveis até 19 de julho
A grande final da Copa do Mundo 2026 está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Até lá, quatro fases eliminatórias vão filtrar as oitavas até restar apenas dois times. Com o chaveamento definido, alguns cenários se destacam como mais prováveis: Brasil x Argentina numa semifinal americana, uma possível final europeia com França e Inglaterra, ou ainda uma final entre os continentes com um time das Américas e um europeu.
O que a Copa de 2026 já provou, porém, é que prever resultados com segurança é exercício arriscado. As oitavas, mais do que qualquer fase anterior, vão revelar qual conjunto de seleções tem o que é necessário para sustentar o nível até o fim.
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